Uso de Esteróides Anabólicos e seus riscos
Ao digitar no Google: “Esteróides Anabolizantes Androgênicos” (EAA) aparecem diversas páginas sobre o assunto desde estudos científicos até sites de venda de produtos relacionados.
Subliminarmente, aparece uma imagem refletida na tela do seu computador: você todo sarado, com abdômen e costas definidos e pernas torneadas. E você pensa por que não? Por que não testar?
Iremos relatar abaixo os principais riscos do uso dessas substâncias. Tenho certeza que no final deste artigo você saberá o porquê não.
Segundo a SISP (Serviço de Informação sobre substâncias psicoativas), os EAA’s são hormônios sintéticos que quando comparados à testosterona têm maior atividade anabólica, ou seja, promovem o crescimento mais rapidamente. Geralmente, são utilizados na forma de comprimidos e injetáveis.
Os EAA’s utilizados para finalidade terapêutica são indicados para o tratamento de algumas patologias como deficiência de testosterona, algumas formas de anemia, hipogonadismo, angiodema hereditário.
Os EAA’s utilizados ilicitamente por atletas, freqüentadores de academia ou pessoas de baixa estatura são para aumentar a massa muscular, aumentar a força física, aumentar a agressividade, melhorar a aparência, melhorar a performance sexual por diversão e diminuir o tempo de recuperação entre os exercícios intensos.
Só que o uso abusivo desses anabólicos causa diversos efeitos indesejados nos Sistemas Nervoso Central, Reprodutor Masculino e Feminino, Músculo-Esquelético, Cardiovascular, Hepático, Renal e Endócrino.
No Sistema Nervoso Central causa: agressividade aumentada, alucinações, desordens de pânico, libido alterado, dor de cabeça, apetite alterado, depressão e episódios de mania.
No Sistema Reprodutor Masculino causa: atrofia testicular com infertilidade, impotência, hipertrofia e carcinoma da próstata, ereção prolongada (priaprismo), ginecomastia (crescimento de mamas) e queda de cabelo.
No Sistema Reprodutor Feminino causa: masculinização, desenvolvimento de acne, redução da mama, ciclos irregulares de menstruação, voz rouca e profunda, hipertrofia do clitóris.
No Sistema Músculo-Esquelético causa: aumento da suscetibilidade a lesões de músculos e tendões.
No Sistema Cardiovascular causa: aumento do sódio e água, aumento da pressão sanguínea, aumento do colesterol, aterosclerose e infarto do miocárdio.
Em outros sistemas causa: hepatite, icterícia colestática, diminuição dos níveis hormonais da tireóide, acne, alteração dos lipídeos da pele, resistência a insulina e intolerância a glicose.
Na busca do corpo perfeito muitos atletas, freqüentadores de academia utilizam os EAA’s, pois o acesso a essas substâncias é muito fácil em nossa sociedade (apesar de serem medicamentos controlados) fazendo com que não haja um incentivo a modelar o corpo de forma natural e a falta de esclarecimento quanto aos efeitos indesejáveis dessas substâncias perante esses usuários também é um fator preocupante.
Segundo Le Breton(1), numa análise antropológica sobre o corpo, há atualmente uma extensa oferta de produtos que prometem superar o cansaço, proporcionar meios para um esforço prolongado, alcançar seus objetivos corporais, enfim “retificar os erros”. O antropólogo considera que “o usuário tem o sentimento de que possui a eternidade diante dele e de que esse mesmo gesto o salva naquele instante é passível de reprodução todas as vezes que ele tiver a necessidade de recuperar o estado desejável. O usuário assim, em vez de tentar construir pacientemente seus objetivos, busca soluções de urgência. (Le Breton, D. Adeus ao corpo: antropologia e sociedade, Campinas: Papirus, 2003).
Dra. Andréa M. Ferrian
Médica formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
Uso inadequado de antiinflamatórios na atividade física
Você sente dor após fazer atividade física?
Se você respondeu sim, aposto que você vai correndo na sua farmacinha doméstica e pega aquele antiinflamatório que é “tiro e queda”?
Se você respondeu sim, novamente, você está entre milhares de pessoas que fazem automedicação.
A automedicação é um risco sanitário, pois temos diversos medicamentos que isentos de prescrição médica, os chamados OTC’s, que apesar de não precisarem de receita podem sim causar efeitos adversos dependendo da posologia e da indicação que forem utilizados.
Nesse artigo falaremos somente do uso de antiinflamatórios não esteróides(AINE’S) representados pelo paracetamol, tenoxicam, diclofenaco, etc que são utilizados principalmente por queixas músculo-esqueléticas e para dores menores.
Os AINE’s são considerados pela Agência Mundial Antidoping (AMA) como substâncias de uso permitido e são amplamente utilizadas para reduzir as manifestações excessivas do processo inflamatório decorrente de lesão, como por exemplo, a dor muscular.
Os principais efeitos adversos dos AINE’s são:
- náusea e vômitos; lesão gástrica em usuários crônicos, com risco de hemorragia, devido a inibição do efeito protetor da enzima protetora sobre a mucosa gástrica; e
- reações cutâneas;
- entre outros.
Os AINE’s são recomendados quando a dor é patológica e não fisiológica, ou seja, dor por processo inflamatório e não por conta de um inchaço muscular causado pela falta de condicionamento físico (aquecimento e alongamento) correto.
Uma dica importante é fazer bastante alongamento antes e depois do treino, respeitar o período de repouso e alternar as atividades moderadas com as intensas.
A decisão de levar um medicamento da palma da mão para o estômago é totalmente sua!
A responsabilidade de fazê-lo depende, no entanto, de haver ou não respaldo dado pela opinião do médico ou de outro profissional da saúde.
Dra. Andréa M. Ferrian
Médica formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
Passado esportivo como documento.
Já ouviu alguém se vangloriando, ou mesmo comentando sobre os seus feitos esportivos heróicos e saudosistas? Com certeza sim.
Entrevistei muitas pessoas interessadas no serviço de Personal Training, que, ao serem questionadas sobre o seu histórico de Atividade Física, comentavam o mesmo com muita propriedade e, normalmente, por mais tempo que os outros assuntos pertinentes.
Ter praticado muitas Modalidades Esportivas ou de Atividade Física no passado pode render boas horas de histórias, num bate-papo descontraído, mas não nos dá nenhuma garantia sobre a saúde e condição física atuais, se não há continuidade da prática física.
Essa experiência é útil no momento da prescrição do exercício físico, pois direciona que modalidades podemos utilizar no programa personalizado a ser elaborado. A capacidade de aprendizado e autocorreção dos exercícios são facilitados, pois o nível de Consciência Corporal do indivíduo é maior e melhor comparado àqueles cujo passado esportivo não foi tão intenso.
Até a próxima!
Olha o chocolate!
Vai chegando o momento que a mídia nos avassala com anúncios hipnotizantes, apetitosos e apelativos ao coelho mais lucrativo do comércio de chocolates… O Coelho da Páscoa.
O chocolate possui propriedades saudáveis, desde que o seu consumo seja responsável e sem exageros.
Confira matéria no blog da nutricionista Bruna Petrungaro, “Páscoa Saudável“.
Treine com o seu Personal Trainer em parques e praças.
A opção de treinar em locais abertos e arborizados possibilita uma experiência única.
Ùnica, pois no trabalho, na escola, na faculdade, na academia de ginástica e em outros lugares, ao olhar à nossa volta, nos encontramos entre quatro paredes.
O contato com um ambiente verde, aberto e repleto de movimento (pessoas, animais, plantas e árvores) promove as sensações de liberdade, bem-estar e alívio do estresse.
Se você tem uma hora, por dois ou três dias da semana em sua agenda, e quer dar o primeiro passo para mudar o seu estilo de vida, através do Treinamento Físico, escolha o parque ou praça mais próximo de você e contrate o seu Personal Trainer!
Parque do Ibirapuera
Parque da Independência
Parque da Aclimação
Praça Vinícius de Moraes







